União de Jovens da 1ª Igreja Batista de Nova Odessa.
12 de agosto de 1907: a história começa aqui.
Eles vinham de troli, a pé ou à cavalo. Com poeira ou barro, um a um chegava ao lugar comum: a igreja. Limpavam o pátio da igreja de camisa social e gravata. Esta era uma das principais responsabilidades deles – dos jovens – e se não a cumprissem, tinham que pagar uma multa: e tinha que ser em naudin (dinheiro).
Já naquela época tinham as idéias inovadoras para os dias em que viviam. Parece que jovem foi sempre assim: dado a inovar, criar. Mesmo que muitas vezes não seja a melhor idéia, ela surge. Com o material de construção que sobrou da obra do templo, os jovens da época queriam construir uma sala somente para eles. Resultado: não foi aprovado pela igreja pelo receio de que tal atitude causasse divisão.Os jovens que começaram o trabalho tinham um estilo de vida diferente. Curso médio não era obrigatório. Faculdade? Para poucos. A roça era o meio de sobrevivência. Peles claras queimadas pelo sol compunham o plano de Deus para um povo que encontrou nesta pátria, uma terra de braços abertos.
Não tinham celular, internet, telefone, carros ou um simples e-mail. Mas viveram. Mais do que toda a modernidade oferecida em nossos dias, o principal eles tinham: a fé transmitida pelos pais. Uma fé que não depende de qualquer avanço tecnológico ou graduação, mas que depende de crer.
Como criam, gostavam de trabalhar também na igreja. Por isso, em 12 de agosto de 1907 um grupo de jovens da Primeira Igreja Batista de Nova Odessa decidiu, sob o incentivo e liderança do Pr. Ricardo Inki, a oficializar a “União de Mocidade”. Entre os 18 primeiros, estavam João Diener e André Leekning. Posteriormente, como destacado líder que se preocupa com a integridade cristã, Eduardo Inki motiva a União de Mocidade para uma vida mais comprometida com os princípios da Palavra de Deus. Provavelmente eles não sabiam, mas a organização era oficialmente uma das primeiras Uniões de Mocidade organizadas no Brasil. Conta a história que muitas outras uniões de jovens foram organizadas motivadas pelo fato histórico ocorrido a 100 anos atrás.
À semelhança de hoje, nada é perfeito. Daquela época aos atuais dias, muitos não se importam com o compromisso de seguir os passos de Jesus e obviamente que isto causa tristeza. No entanto outros nos enchem de alegria. A própria história relata que muitos viveram em temor a Deus, não se envolveram com os oferecimentos do mundo, outros se tornaram evangelistas dedicados, obreiros, pastores, missionários. Mesmo que alguns descansassem à sombra, o trabalho sempre avançou pelos que arregaçaram as mangas.
É tempo de agradecer. Agradecer a Deus pelos que naquela época não soltaram a mão do arado, e também pelos que em nossos dias assumem a verdadeira identidade de cristão atrás de uma carteira na faculdade ou trabalhando dentro de uma empresa. Queremos que você louve a Deus conosco, pois não é motivo de alegria somente para os jovens da “Igreja da Fazenda Velha”, mas é vitória do povo de Deus.
É singular conhecer o plano de Deus. É especial pertencer a Jesus. Temos motivos verdadeiros para dobrar os joelhos e louvar ao Senhor. Do início, para os dias atuais, podemos com todo o coração dizer: “O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do céu e da terra” (Sl 124.8). Amém!
Pr. Verner Gilberto Musenek